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Juíza de Criciúma estreia na literatura com livro que traz histórias reais do cárcere

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FERNANDA DE MAMAN / ASSESSORIA TJSC

A juíza Débora Driwin Rieger Zanini acaba de lançar sua primeira obra literária, intitulada “Regime Fechado: histórias do cárcere”. O livro, com prefácio do juiz aposentado Rubens Sérgio Salfer, apresenta 17 histórias reais, registradas em unidades prisionais do sul do E​stado, e que se destacaram por serem engraçadas, inusitadas, alegres ou tristes, fruto dos anos de carreira em que a magistrada atuou nas varas da família e criminal. A juíza explica que a intenção de escrever um livro é antiga, pois reconhecia à sua frente histórias interessantes para publicação, mas o tempo passava e as narrativas não registradas se perdiam. Este ano, com esforço extra, a obra se materializou.

Desde 2017 como titular da Vara de Execuções Penais da comarca de Criciúma, a magistrada passou a ter maior contato com o cárcere e o considerado “universo paralelo”, que são as dinâmicas dos presídios e penitenciárias. “Acho que uma das lições do livro é que o ser humano se adapta a qualquer realidade, se acostuma. Mas não existe comparação com o mundo exterior, mais uma vez reforçando que o crime não compensa”, afirma. Os casos foram compilados com o apoio de agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap) e, segundo a juíza, os relatos são reflexos da realidade como ela é, nua e crua, sem romantizar o crime e a cadeia.

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Alguns exemplos de histórias que se destacam são a de uma jovem que havia sido miss de uma cidade pequena e conheceu o problema que é ser bonita dentro de uma unidade prisional feminina. Também a de um preso que fingiu ser tetraplégico por cinco meses, sob os cuidados dos colegas de cela, e após deferimento de prisão domiciliar foi preso novamente, correndo em fuga após um roubo. Por fim, uma presa que teria tido como animais de estimação um sapo e uma cobra, criada dentro de uma garrafa e descartada depois de descoberta.

A obra também conta com fotos coloridas do interior das unidades prisionais, dos agentes penitenciários que contribuíram com o conteúdo das narrativas e glossário de gírias utilizadas pelos detentos entre outras informações. Com dias de lançamento, a magistrada já celebra a boa aceitação dos leitores. “Fiquei muito contente com o resultado, com o feedback de quem está lendo e dizendo que está gostando muito”, destaca a juíza.

Exemplares do livro estão à venda na Casa Guido e no Espaço do Bem Casa Guido, no Nações Shopping, em Criciúma. A renda será revertida para a entidade que presta atendimento a crianças e adolescentes em tratamento oncológico. Também na Banca Central, em Criciúma, na Ma&Na Turismo, em Araranguá, e, a partir de janeiro, estará disponível na Amazon, em versão física e digital. ​

RAC

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