Educação

Horta, Culinária e Educação Financeira presentes na 2ª Feira Orgânica do Centro de Educação Infantil Sons do Verde

Horta, Culinária e Educação Financeira presentes na 2ª Feira Orgânica do Centro de Educação Infantil Sons do Verde
Gabriela Recco

O Centro de Educação Infantil Sons do Verde, de Morro da Fumaça, realizou a 2ª Feira Orgânica. A feira aconteceu na sede da escola e teve como propósito conectar a Educação Financeira ao projeto Horta e Culinária. Teve manga, banana, caqui, tomilho e cebolinha colhidos na horta e no pomar da instituição, além de deliciosas bolachas caseira.

De acordo com a Gestora, Raquel de Souza Campos, há cinco projetos que são desenvolvidos no período da manhã, o projeto horta, culinária, Maker, teatro e artes, e que são desenvolvidos juntos as crianças do período integral. “São projetos alinhado a BNCC e, também, de acordo com a curiosidade das crianças. Dentro de cada projeto novas experiências e possibilidades vão sendo vivenciadas pelas crianças”, destaca.

A ideia de criar a Feira Orgânica Sons do Verde surgiu da necessidade de levar para, além dos muros da escola, o que de valioso, de tesouro que a natureza pode proporcionar. “Este movimento permite que as crianças explorem com mais riqueza de detalhes a horta e o pomar que já é um dos diferenciais da nossa escola e compartilhem com a nossa comunidade”, explica Raquel. “A feira permite que as crianças explorem, experimente as frutas e verduras. E que participem de pesquisas, vivenciando o processo entre o plantio e a colheita, pesquisas essas que são reveladas nas múltiplas linguagens,”completa.“Quando nós chegamos em janeiro aqui na escola, as crianças se surpreenderam com a  árvore da lichia. Que foi fonte de pesquisa, exploração e experimentações”, conta a gestora.

Educação Financeira

Raquel destaca que, alinhado a feira, as crianças tiveram a oportunidade de se envolverem no novo projeto “Educação Financeira”. “Neste processo as crianças vão administrar os rendimentos da feira, decidirem em assembleia de que forma o valor arrecadado será utilizado, o valor que será utilizado e o valor  que ficará como reserva no caixa. Tudo isso, claro, mediado pela educadora”.

“Vão estar também refletindo sobre  um gasto consciente. Precisamos comprar? É necessário? Por que é importante? Nessa assembleia eles serão  instigados a refletir sobre o que realmente precisamos comprar. É e se não precisamos, o que mais podemos fazer com esse dinheiro?”, apontou a gestora. “Queremos levar eles a pensar que com a renda das feiras, podemos ajudar alguém ou uma família. Enfim, a ideia não é apenas usar o recurso da horta para compras, mas também que eles possam refletir não apenas o lado financeiro, mas o valor moral pelas pessoas, como responsabilidade, cooperação, empatia pelo próximo ”, completou.

Todo mês o pomar surpreende as crianças com uma fruta diferente. No mês de janeiro elas conheceram a lichia, fevereiro a manga. Na horta, foi a vez os temperos cebolinha e o tomilho.

Com dinheiro da primeira feira realizada, as crianças acompanhadas da Educadora, fizeram uma lista do que gostariam de plantar na horta, e foram as compras em uma agropecuária da cidade. “Compraram mudas e sementes, de alface, couve, beterraba e cenoura. Fizeram o plantio na horta da escola e acompanham no calendário o processo de crescimento das hortaliças. Propostas e vivências que vão deixando marcas significativa nas crianças e família do Sons do Verde”, finaliza a gestora.

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