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Deu a lógica, não o combinado

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Antes mesmo das inscrições de chapas era possível suspeitar de que um velho acordo político não seria cumprido em Morro da Fumaça. No dia de inscrições apenas a confirmação. Tanto é que a coluna – e todo fumacense – enxergava o que aconteceria na eleição da Mesa Diretora da Câmara. A Chapa Dois, com mais característica de oposição ao Executivo é quem venceu a eleição.

Alison Félix Bertan (PR) ganhou a presidência com Dilânio Sartor (PSD), Vado Marcolino (MDB) e José Carlos Bortolin Calita (MDB) nos outros cargos. Isso visto não surpreende se mais alguma surpresa ocorrer durante o ano de 2020. Para quem tem um pouco de trajeto na política não é difícil prever – como fazem os videntes que dizem que um artista famoso vai morrer – de que a fidelidade pode não ser a marca do ano Legislativo. Essa é para guardar e conferir.

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Troca de partido

Eleito presidente da Câmara de Vereadores de Morro da Fumaça, o vereador Alison Félix Bertan só ainda não anunciou oficialmente porque seu passe valorizou em termos de assédio e porque a janela para troca de partido sem perda do mandato só ocorre em março. Tenho a informação de fonte digna que é sim verdadeira a informação de que já estaria com a ficha assinada no PSD. Não que alguém não possa suspeitar de que surpresas ocorram.

 Consequência

O vereador Raimundo Marques, o Mundi, histórico do MDB fumacense, está deixando o partido. Descontente com os rumos do “Manda Brasa”, ele vai confirmar sua desfiliação em março, para não perder o mandato. Também já decidiu que não será candidato a reeleição, depois de ter sido eleito vereador por quatro oportunidades.

Tenho o “Mundi” como um político de leitura, apesar daquele jeitão simples. E se este fato ocorrer como indica, apenas reforçará a minha tese do quanto conheço ele. Está num partido com sérios problemas, que em Morro da Fumaça são maiores ainda. Além disso é da velha guarda política que aos poucos está sendo sacrificada em nome de novas esperanças. E mais, Mundi desconversa, mas a eleição da Mesa Diretora foi a gota d´água para esta decisão.

O acordo

Vereadores testemunham que no fim de 2018 foi firmado um acordo que acertou a eleição do atual presidente da Câmara, Tiago Minatto (MDB) com os dois votos do PP. Acerto este que envolvia a “partilha” do mandato com o vereador Alison Felix Bertan (PL). Meio ano para cada em 2019 e em 2020 seria a vez de Mundi presidente. Sobram garantias de que existe, inclusive, um papel assinado confirmando tal articulação.

Porém…

Ao longo de 2019 as coisas começaram a mudar na Câmara de Vereadores e Tiago Minatto não renunciou. Felix Bertan não reivindicou seus seis meses, pois começou a vislumbrar que poderia ser o presidente por um ano inteiro. Articulou para isso e foi o que aconteceu. Na eleição desta semana, faltou apenas o voto dele.

No meio do caminho

Antes da eleição municipal de outubro – para prefeito, vice e vereadores – existe outra: a eleição do Conselho Fiscal da Cermoful. Como a oposição ganhou as recentes abre-se o horizonte de que isso pode se repetir. Acontece que um ano antes da eleição para presidente da entidade – que ocorre em 2021 – não é bom a situação perder, pois isso seria um mau indicativo. Até agora o fato do Conselho Fiscal ser de oposição em nada atrapalhou a direção da Cermoful. Ela soube fazer deste limão uma limonada.

 Na Cermoful

Enquanto há mistério sobre o candidato a presidência da Cermoful por parte da situação, já que o atual presidente não pode mais ir à reeleição, a ex-conselheira fiscal, Simone Almeida, não esconde que está em campanha para o Conselho de Administração por parte da oposição. A eleição acontece apenas no início de 2021, mas já agita os bastidores na cidade.

 Vista de fora

Instigado pelo comentário de um dirigente de outra cooperativa e de comentários de empresários de Criciúma, durante uma reunião na Associação Empresarial, busquei saber mais sobre o impacto dos últimos movimentos da Cermoful. Qual não foi minha surpresa ao saber que empresas de Criciúma e região estão mirando a região atendida por ela para instalar novos empreendimentos. Eis um fato que merece ser melhor olhado pelas autoridades fumacenses. Afinal, este é um dos maiores argumentos que uma cidade pode ter para atrair investimentos.

 Observando

O Presidente do Observatório Social de Morro da Fumaça, Glauber Recco, está desde a semana passada em Copenhague, na Dinamarca, participando da elaboração de um plano de combate à corrupção e integridade no Governo do Estado. De Santa Catarina, apenas cinco pessoas foram selecionadas para o treinamento de 15 dias com todas as despesas pagas pela Dinamarca.

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