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Cartas postas, hora de começar o jogo

Cartas postas, hora de começar o jogo

A definição do MDB com a candidatura do médico cardiologista Moacyr Luiz de Costa Júnior, o Juninho, não deve ser surpresa para Morro da Fumaça. Se observar bem foi a forma que o partido encontrou de buscar um nome com perfil do “novo” sem descolar do tradicional. Afinal, existe pouco de mais tradicional do que a família do pré-candidato dentro do partido.

Leio como tão natural quanto esta escolha se for mesmo confirmado o nome do empresário Toninho Patrício (PSDB) como candidato a vice. Ele é do setor empresarial e do partido tucano cujos movimentos têm sido intensos na tentativa de dar corpo à sigla tucana no município.

Enquanto isso a chapa já definida do prefeito Noi Coral (PP) e do seu vice Eduardo Guollo (PP) também deve ser interpretada como decorrência natural do processo. Qualquer mexida poderia ser interpretada como divergência interna ou algo do gênero, o que evidentemente não houve.

O fato do MDB de ter preterido o nome do vereador Miguel Darolt (PSD) na escolha do vice, em favor de um tucano, me parece ter dois fatores a considerar. O primeiro é o argumento de propor uma chapa totalmente nova, já que Darolt tem trajetória recente e intensa na Câmara. O outro aspecto é a aposta tucana no município de Morro da Fumaça.

Daqui para frente entrarão no cenário político velhas rixas como a influência de outros fatores e de eleições de outros segmentos que não apenas do Executivo municipal. O cabo eleitoral, seja de qual for o lado, pode aguardar porque as vertentes políticas mesmo renovadas e “renomeadas” tendem a fazer jorrar muitas emoções e até acender chamas quase extintas.

Preparemo-nos para uma grande disputa. As duas candidaturas têm evidências de que apostam no discurso de uma nova política. Tomara que a prática também seja a de novos atos na campanha e que o jogo seja de alto nível.

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