Redação
Grupo convida a comunidade para acompanhar nesta terça-feira, dia 6, a partir das 20h, apresentação com saída da Cermoful, caminhada cantada até a Igreja Matriz São Roque e encerramento na Prefeitura.
O Dia de Santo Reis, celebrado nesta terça-feira, 6 de janeiro, segue sendo marcado por fé, cultura e emoção em Morro da Fumaça. Nesta noite, o tradicional Terno de Reis São Sebastião realiza apresentações no centro, com início às 20h na Cermoful, seguindo em caminhada cantada até a Igreja Matriz São Roque e, posteriormente, até a Prefeitura Municipal, mantendo um ritual que atravessa gerações.
Na véspera, o grupo esteve no Balneário Esplanada, em Jaguaruna, onde cantou em residências, resgatando memórias e despertando emoção entre moradores e veranistas. Segundo o presidente do Terno de Reis, José Carlos Campos, o Zé Grande, o momento foi especial. “O Dia de Santo Reis, o dia 6 de janeiro, é uma data muito especial para nós. É uma alegria que fica marcada na memória. Ontem cantamos em doze casas na praia e fomos muito bem recebidos. Teve gente que se emocionou, achando que essa cultura não existia mais,”, destacou.
Com 60 anos de história, o Terno de Reis São Sebastião é formado por integrantes que carregam décadas de vivência na cantoria. Além de Zé Grande, participam do grupo Manoel Campos, Idalino José Justino, conhecido como Bigorna, Cristina, a única mulher do grupo, Paulinho, Jessé, Micael e Seu Agostinho. “O Terno de Reis é a nossa alegria. Se a gente parar, parte da cultura de Morro da Fumaça vai parar junto. Enquanto tiver saúde, vamos seguir cantando e fazendo a alegria do povo”, disse.
A tradição também carrega memórias afetivas e homenagens. Zé Grande lembrou de Agenor Campos, falecido há dois anos, e destacou que a cantoria é uma forma de manter viva a história construída ao longo das décadas. “É muita alegria, mas também muita lembrança. Amanhã faz dois anos do falecimento do Agenor Campos, e isso fica marcado para sempre. O Reis é isso, memória, fé e união”, disse.
Uma história que atravessa gerações
O Terno de Reis São Sebastião tem origem nas manifestações do Boi de Mamão e foi consolidado pela família Campos, de ascendência portuguesa. Zé Grande acompanha a tradição desde os 10 anos de idade e é hoje o principal elo de continuidade do grupo, que foi formalizado como associação em 2005.
Diferente de muitos grupos, o Terno de Reis de Morro da Fumaça não se limita ao período natalino e realiza cantorias ao longo de todo o ano. O ponto alto é a jornada do Dia de Reis, na noite de 5 para 6 de janeiro, quando o grupo percorre casas e ruas e encerra o ciclo com apresentações tradicionais na Igreja Matriz e na Cermoful. “O Reis é uma coisa santa. É o mês todo de janeiro, mas se quiser cantar o ano inteiro, pode. O nosso negócio é fazer festa e levar alegria”, explicou Zé Grande.