Redação
Encontro em Morro da Fumaça reuniu empresários, lideranças e instituições para definir os próximos passos do setor.
A apresentação do Planejamento de Longo Prazo do Arranjo Produtivo Local (APL) da Cerâmica Vermelha de Morro da Fumaça reuniu empresários, lideranças e representantes de instituições na Sala do Empreendedor, em Morro da Fumaça, consolidando um momento de alinhamento estratégico e definição de encaminhamentos para o setor. O coordenador regional do projeto, Marcelo Carvalho, conduziu o encontro e foi responsável pela articulação com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Instituto Prospectiva (Inspro).
Segundo ele, o estudo não apresenta soluções imediatas, mas estabelece diretrizes e oportunidades que precisam ser trabalhadas de forma integrada. “O estudo aponta caminhos para o desenvolvimento da cerâmica vermelha da nossa região. Não existe uma solução pronta, mas um conjunto de ações que dependem de organização e atuação conjunta das entidades”, afirmou.
O primeiro encaminhamento após a apresentação será a criação de um comitê responsável pela implantação da governança do APL. “Esse grupo terá a missão de coordenar, acompanhar e garantir a execução das ações catalogadas no relatório”, explicou.
A próxima etapa será analisar os projetos destacados no relatório e iniciar a implementação das medidas previstas. “Será necessário definir os caminhos de execução, buscar recursos financeiros, humanos e tecnológicos, além de reavaliar a aplicabilidade de cada ação para assegurar que realmente gere resultados para o setor”, completou.
O diretor do Sindicato da Indústria de Cerâmica Vermelha de Morro da Fumaça (Sindicer), Alexandre Zaccaron, avaliou positivamente a mobilização. “O encontro foi muito bom. Nosso foco era ampliar a participação do ceramista e apresentar os trabalhos desenvolvidos para o setor. O evento superou nossas expectativas, principalmente pela presença de instituições que fomentam o desenvolvimento industrial e empresarial”, destacou.
A programação contou com representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Cooperativa de Exploração Mineral da Bacia do Rio Urussanga (Coopemi), além de especialistas da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Participaram ainda Elzivir Guerra (MCTI), Joaquim Augusto Rodrigues (INT), Fernando Marques e Clarice Kobayashi (Inspro), Murilo Gelosa (Sebrae), Anselmo Marcelino (Instituto Técnico de Cerâmica – Senai), Edilson Zanatta (vice-presidente Regional Sul da Fiesc), Axcel Gietner (presidente do Sindicer), Gelson Junior Maccari Guarezi (tesoureiro do Sindicer), Renato Zaccaron (ex-presidente do Sindicer), Albertino José Coral (presidente da Coopemi), além dos professores doutores Manuel Ribeiro e Fabiano Raupp-Pereira.


