Redação
Atleta conta como começou no esporte, os desafios da carreira internacional e o orgulho de representar a cidade natal na Europa.
A história de Patrik Henry, atleta fumacense que hoje atua no futsal europeu, começou ainda na infância, em Morro da Fumaça. Aos seis anos de idade, ele deu os primeiros passos no esporte por meio das escolinhas esportivas do município. O início foi no futebol de salão e, de forma curiosa, atuando como goleiro. Com o passar do tempo, no entanto, o desejo de seguir carreira como jogador profissional se consolidou e passou a orientar sua dedicação aos treinos e à busca por novos desafios. Desde muito jovem, Patrik contou com o apoio fundamental da família, que sempre acreditou em seu potencial e incentivou sua caminhada no esporte.
Segundo ele, esse suporte foi decisivo para não desistir do sonho. “Sempre quis viver do futebol e fazer dele a minha profissão. Meus maiores incentivadores sempre foram meu pai, minha mãe e minha família, que acreditaram em mim desde o início”, destacou.
A oportunidade de jogar fora do Brasil surgiu já na fase adulta, quando muitos consideram tarde para iniciar uma carreira internacional. O convite veio por meio de um amigo que atua no alto nível do futsal europeu. “A oportunidade de jogar fora do país surgiu por meio de um amigo, o Matheus Barrichelo, que atualmente atua na Série A e na seleção italiana. Ele acreditou no meu potencial e abriu as portas para que eu deixasse o futsal amador e viesse viver do esporte aqui na Europa”, contou o morador do Distrito de Estação Cocal.
Atualmente, Patrik Henry defende o clube Chaminade e reside em Campobasso, na região de Molise, na Itália. A adaptação exigiu superação, especialmente nos primeiros meses longe do Brasil. “Os maiores desafios foram o idioma e a distância da família. Estar longe de quem convivemos diariamente é difícil, assim como aprender uma nova língua no dia a dia”, relatou.
Dentro de quadra, ele percebe diferenças marcantes entre o futsal brasileiro e o europeu, principalmente no estilo de jogo. “Aqui o jogo é muito mais físico, com grande intensidade e força. No Brasil, a qualidade técnica se destaca mais, enquanto aqui a vontade e o aspecto físico têm um peso maior”, observou.
A rotina profissional envolve treinos de três a quatro vezes por semana, além de cuidados constantes com o preparo físico e mental. A adaptação ao clube, no entanto, foi positiva, especialmente pela receptividade encontrada. “Fui muito bem acolhido pelo clube e pelas pessoas. Quando sabem que você é brasileiro, o respeito é imediato, e isso foi algo muito positivo para mim”, ressaltou.
Mesmo atuando no exterior, Patrik mantém objetivos claros para o futuro da carreira. Entre eles, estão a conquista de títulos e o sonho de disputar uma liga nacional no Brasil. “Meu objetivo é me manter sólido na carreira, conquistar títulos e atuar em grandes ligas e clubes. Ainda tenho o sonho de disputar uma liga nacional no Brasil, algo que não consegui até hoje”, afirmou.
Representar Morro da Fumaça no exterior é motivo de orgulho e responsabilidade para o atleta, que acompanha de perto as notícias do município. “Levar o nome de Morro da Fumaça para outro país é um orgulho enorme. Sou cria da cidade, fiz toda a minha base ali, e isso me traz uma felicidade muito grande”, enfatizou.
Por fim, o atleta deixa uma mensagem de incentivo aos jovens que sonham em seguir pelo esporte. “O esporte transforma vidas. Para quem sonha em jogar, o conselho é correr atrás, batalhar e fazer as coisas da maneira correta. Sou prova viva de que é possível realizar sonhos, mesmo começando mais tarde”, concluiu.
Patrik Henry também compartilha sua rotina profissional nas redes sociais, onde mostra o dia a dia do futsal europeu e a realidade de quem vive do esporte fora do Brasil. No Instagram, pelo perfil @patrikhenry10, ele publica conteúdos sobre treinos, jogos e bastidores da carreira internacional, aproximando ainda mais sua história dos jovens que sonham em seguir o mesmo caminho.