Educação

Estudantes fumacenses apresentam projeto na 12ª Feira Regional de Matemática

Estudantes fumacenses apresentam projeto na 12ª Feira Regional de Matemática
EDSON PADOIN / PMMF

Trabalho da Escola Biázio Maragno transformou uma receita de cajuzinhos em experiência prática de matemática.

Uma receita de cajuzinhos virou oportunidade para aprender matemática na prática em Morro da Fumaça. Estudantes do 3º ano da Escola de Educação Básica Municipal Biázio Maragno pesquisaram preços, calcularam quantidades, produziram os doces e analisaram custos, receitas e lucros. A experiência integrou os 66 trabalhos apresentados por estudantes dos 12 municípios da Região Carbonífera na 12ª Feira Regional de Matemática, realizada nesta semana, no Centro Comunitário da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga.

Representaram a escola as estudantes Julia Serafim Alves, Ana Julia Sieg Vargas Paiva, Sofia Meneghel e Olívia Francesconi Barreto. O trabalho “Do Bosque à Vovó: a Matemática por trás dos Cajuzinhos” foi desenvolvido com a participação dos 16 alunos da turma, sob orientação da professora Grasiela Laurindo Graciano Claro.

Inscrito na categoria Anos Iniciais do Ensino Fundamental, na modalidade Matemática Aplicada e/ou Inter-relação com outras Disciplinas, o projeto teve como ponto de partida a conhecida história de Chapeuzinho Vermelho. A partir da narrativa, os estudantes encontraram uma forma de relacionar a matemática a situações presentes no dia a dia.

“Quando conseguimos aproximar a matemática de uma situação que faz sentido para a criança, o aprendizado se torna mais concreto. O projeto mostra a criatividade dos nossos professores e estudantes e como a escola pode transformar conteúdos em experiências que despertam a curiosidade e estimulam a participação”, destaca o secretário do Sistema de Educação, Marcos Silveira de Jesus.

Para a professora Grasiela Laurindo Graciano Claro, a proposta permitiu que os estudantes assumissem um papel ativo em todas as etapas. “Foi muito especial acompanhar o envolvimento da turma. Eles pesquisaram, fizeram escolhas, calcularam, produziram, venderam os cajuzinhos e depois analisaram os resultados. A matemática deixou de ser apenas um conteúdo no caderno e passou a fazer parte de uma experiência que eles conseguiram vivenciar e compreender”, afirma.

Da história infantil para a matemática do dia a dia

A proposta transformou a ideia de levar alimentos para a casa da vovó em uma experiência prática. Os alunos participaram de etapas que envolveram planejamento, pesquisa de preços, elaboração da receita, identificação dos ingredientes, quantidades, medidas, produção, comercialização e análise dos resultados.

A atividade começou com uma ida ao mercado para pesquisar os preços dos ingredientes necessários para a produção dos cajuzinhos. No local, os estudantes tiveram contato direto com valores, compararam preços e compreenderam como os custos interferem na preparação de um produto.

De volta à escola, a turma produziu os cajuzinhos e, depois, comercializou os doces para professores e funcionários. Após a comercialização, o projeto avançou para a análise dos valores arrecadados. Os estudantes trabalharam a diferença entre receita, custo e lucro, além de compreenderem como os cálculos matemáticos estão presentes em atividades comuns do cotidiano.

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