Gabriela Recco
A paixão pelo futebol e o compromisso profissional dividiram o mesmo espaço na tarde desta segunda-feira (29) em Morro da Fumaça. Durante a partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo 2026, trabalhadores fumacenses precisaram encontrar maneiras criativas para torcer pela Seleção Brasileira sem deixar a produtividade de lado.
No Posto Pellegrin I, a estratégia foi o desdobramento. Para não perder nenhum lance do Mundial, os colaboradores adotaram o famoso esquema tático de “um olho no peixe e outro no gato”. A televisão ligada na área de atendimento garantiu o entretenimento nos momentos de calmaria, mas bastava um cliente encostar no pátio para a prioridade voltar ao abastecimento e ao atendimento de excelência.
“O movimento diminui, mas não para durante o jogo. O cliente encostou na bomba, a prioridade é dele. É aquele esquema de um olho na tela e outro no cliente para garantir que todo mundo saia satisfeito e com o tanque cheio para comemorar”, pontua o gerente, Davi Pellegrin.
Concentração na ponta da agulha
Perto dali, a MDC Uniformes adotou uma tática completamente diferente para lidar com a ansiedade dos 90 minutos. Com as máquinas de costura a pleno vapor, a gerência e os funcionários optaram por deixar as imagens de lado para evitar distrações visuais que pudessem comprometer a segurança e o acabamento das peças. A solução? O bom e velho rádio de pilha. Os colaboradores puderam vibrar com os lances da Seleção Brasileira guiados apenas pela voz do narrador, mantendo o foco total na produção e garantindo que nenhuma linha saísse do corte correto. “O clima de Copa do Mundo transforma a rotina, mas a responsabilidade com o cliente e com a entrega não pode parar”, comenta o sócio-gerente, Cleiton Machado.
Seja sintonizado na vibração das ondas do rádio ou dividindo a atenção com o painel da TV, o comércio de Morro da Fumaça mostrou que é possível vestir a camisa verde-amarela e manter a economia girando, independentemente do resultado em campo.

