GABRIELA RECCO
Nos últimos dias, moradores de Morro da Fumaça e região têm compartilhado preocupações acerca de uma possível falta de combustíveis. Os boatos, que circulam principalmente em aplicativos de mensagens, sugerem que o agravamento dos conflitos envolvendo o Irã poderia interromper o fornecimento nos postos locais. No entanto, o cenário real na cidade é de normalidade até este momento.
Diferente do que sugerem as notícias falsas, as distribuidoras continuam operando sem interrupções. O fluxo de caminhões-tanque que atendem o município permanece dentro do cronograma habitual, garantindo que as bombas estejam prontas para atender a demanda da população.
A preocupação global com o Oriente Médio costuma impactar o preço do barril de petróleo no mercado internacional, mas isso não se traduz, no momento, em desabastecimento para o consumidor final em Santa Catarina.
Para tranquilizar os motoristas fumacenses, o setor varejista reforça que o estoque é seguro. Segundo Davi Pellegrin, diretor do Posto Pellegrin, um dos estabelecimentos tradicionais da cidade, o movimento de compra e venda segue o ritmo de costume. Ele explica que o efeito prático da Guerra no Irã é o aumento do preço do barril de petróleo, e que consequentemente está afetando as negociações, mas não a falta de combustível ou informação de falta até o momento
“O abastecimento aqui no Posto Pellegrin está ocorrendo de forma totalmente normal, mas não posso falar pelos demais postos. Tanto a nossa compra junto às distribuidoras quanto a venda para o consumidor final seguem sem qualquer tipo de restrição ou falta de produto. O cliente pode ficar tranquilo, pois não há necessidade de antecipar o abastecimento por medo de escassez neste momento”, declara Pellegrin.
As autoridades e lideranças do setor recomendam que os cidadãos evitem a “corrida às bombas”. Esse comportamento preventivo exagerado é que, muitas vezes, acaba gerando filas desnecessárias e sobrecarga temporária no atendimento.