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Encontro em Morro da Fumaça aborda saúde mental e direitos durante o Setembro Amarelo

Encontro em Morro da Fumaça aborda saúde mental e direitos durante o Setembro Amarelo
Gabriela Recco

Informação, prevenção e cuidado com a saúde mental foram temas do encontro “Você Não Está Sozinho – Saúde Mental: Direitos, Prevenção e Cuidado”, realizado na última quinta-feira (24), em Morro da Fumaça. A iniciativa foi promovida pelo escritório Carlos Lorenzi Advocacia, que convidou a psicóloga Manola Bertan para participar da programação alusiva ao Setembro Amarelo e conversar com os participantes sobre saúde mental, prevenção e a importância de buscar ajuda.

O advogado e especialista em Direito Previdenciário Carlos Lorenzi Santos abordou os direitos de pessoas que enfrentam problemas de saúde que podem impedir temporariamente o exercício do trabalho. Entre os assuntos tratados estiveram os benefícios do INSS, a diferença entre diagnóstico e incapacidade, a perícia médica e a importância da documentação para solicitar o benefício.

Os números apresentados ajudam a dimensionar o impacto dos transtornos mentais. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais em todo o país. Entre eles, 166.489 foram por transtornos de ansiedade e 126.608 por episódios depressivos. Em Santa Catarina, foram 39.441 benefícios dessa classificação.

Para Carlos, levar informação sobre os direitos também faz parte do cuidado com a saúde mental. “Quando falamos em Setembro Amarelo, precisamos falar também sobre informação e acolhimento. Cuidar da mente é um passo importante para buscar a recuperação, e conhecer os próprios direitos é uma forma de proteção. Muitas pessoas enfrentam um momento de adoecimento e não sabem que existem caminhos e benefícios que podem ajudá-las durante esse período”, explicou o advogado.

A psicóloga Manola Bertan, do Centro Médico São Roque, falou sobre a importância de reconhecer os próprios sentimentos, buscar ajuda e não enfrentar sozinho situações de sofrimento emocional. A profissional também abordou temas como autoconsciência, motivação, escolhas, rompimento de ciclos e saúde mental no trabalho. “Cuidar da saúde mental precisa fazer parte da nossa rotina, assim como cuidamos da saúde física. Muitas vezes, esperamos chegar ao limite para pedir ajuda, quando os primeiros sinais já mereciam atenção. Buscar apoio não é sinal de fraqueza, é uma forma de cuidado consigo mesmo”, enfatizou.

A iniciativa integrou as ações do Setembro Amarelo e buscou aproximar informação jurídica e cuidado psicológico, mostrando que falar sobre saúde mental também envolve reconhecer os sinais, procurar ajuda e conhecer os direitos disponíveis.

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